OrigemTravessiaO NomeColônia Linha do TempoÁrvoreO DNABuscar meu nomeSaúde & Genética Cadastro📖 O Livro

Südlohn, Westfália · 1801 — América do Sul · hoje

Boesing uma família, dois continentes,
nove gerações

Em outubro de 1859, uma viúva de 55 anos e seus cinco filhos deixaram um pequeno povoado rural na fronteira entre a Alemanha e a Holanda. Cinco meses depois desembarcavam em Porto Alegre. Desta travessia nasceu uma árvore que hoje se estende pelo Brasil, pela Argentina e pelo Paraguai.

1801Eschlohn · Südlohn
07.10.1859A partida
01.03.1860Porto Alegre · vapor
1861 →Linha Francesa · Tupandi
HojeBR · AR · PY
0Nascimento de Johann
0Chegada ao Rio Grande do Sul
0Filhos imigrantes
0Netos do imigrante
0Gerações documentadas
0Países · BR · AR · PY

Capítulo I · Origem

Um povoado chamado Eschlohn, na parte de Lohn que fica no campo

No dialeto de Münster, Loh era a área de mata ainda não lavrada; Esch, o campo cultivável. Eschlohn, portanto, era literalmente "a parte de Lohn que fica no campo": um pequeno aglomerado rural às margens do riacho Schlinge, pertencente à paróquia de São Vito, em Südlohn, no Kreis Borken, a poucos quilômetros da fronteira com os Países Baixos.

Foi ali que, em 6 de janeiro de 1801, nasceu Johann Bösing, arrendatário de terras. Casou-se com Johanna Lebus (*06.03.1804), e entre 1829 e 1839 nasceram os cinco filhos do casal, todos na mesma localidade. A antiga escola de Südlohn, construída em 1830 e hoje tombada como patrimônio histórico, provavelmente recebeu essas crianças. O nome de família, com suas variações, já aparece na Westfália e nos Países Baixos desde o século 13.

Paróquia São Vito · Südlohn Bispado Münster Região Westfália · Prússia Fé Católica
Lista de emigrantes da região de Münster para o BrasilCompilação de Martin Holz · tradução do alemão
Fonte
primária
Emigrante
BÖSING, Johann *06.01.1801
Ocupação
Arrendatário em Eschlohn, Südlohn
Emigrou em
07.10.1859 para o Brasil
Casado com
LEBUS, Johanna *06.03.1804
Johanna*09.06.1829
Wilhelm*05.11.1830
Gerhard*24.07.1834
Gertrud*01.11.1837
Elisabeth*12.02.1839

Na mesma data partiram de Südlohn as famílias Bennemann, Meurs e Niestegge, além de Antonette Goosen. Johann não aparece em nenhum registro de chegada ao Brasil: tudo indica que faleceu antes ou durante a viagem.

Por que partiram

A Prússia dos anos 1850 era um lugar difícil de ficar

Quatro forças empurraram milhares de famílias westfalianas para os portos: e os Bösing entre elas.

01

Impostos e militarismo

O Reino da Prússia se transformava num estado-militar. Impostos crescentes para sustentar exércitos empobreciam todas as classes; o governo proibia a emigração de famílias com filhos em idade de serviço militar, e muitas partiam clandestinamente.

02

Fome e secas

A década de 1840–50 trouxe grandes secas e o malogro das colheitas. As pragas da batata, alimento básico dos alemães, provocaram fome generalizada; em muitas cidades a população dependia do poder público para não morrer.

03

O fim dos tecelões

A Revolução Industrial arruinou os artesãos. Tecelões como Gerhard Bösing não conseguiam mais competir com a produção em série das fábricas e eram jogados na miséria, ou em jornadas de 16 horas nas indústrias do Ruhr.

04

A esperança do outro lado

Sem perspectivas para grande parte da população, a própria Prússia passou a incentivar a emigração, pagando por um tempo 200 táleres para custear a viagem. América do Norte e Brasil eram os destinos da maioria.

Capítulo II · A travessia

De Südlohn a Porto Alegre, passo a passo

Clique em cada etapa para acompanhar a rota no mapa. A sequência avança sozinha, como a viagem.

Reino da Prússia · Westfália Países Baixos Império do Brasil Argentina Paraguai Oceano Atlântico SüdlohnEschlohn · 1859 Winterswijk Atlântico · a vela Rio de JaneiroPetrópolis · destino original Porto Alegre01.03.1860 · Marquês de Caxias Linha FrancesaSta. Maria da Soledade ParanáSanta CatarinaMisiones · Entre Ríos N
Rota reconstituída a partir de registros de emigração e de chegada · ilustrativa

Documento · Arquivo Histórico do RS

O registro de chegada, com todos os seus erros

Johann não aparece. Quem é registrada é a viúva, com os filhos e o genro, e quase todos os nomes foram grafados "de ouvido" pelo escrivão. É o único documento brasileiro da chegada da família.

"SEBUS, Johanna, 58 anos, casada, protestante; filhos: Johanna BEUSINK, 30 anos; Guilherme BEUSINK, 28 anos; Gerhard BEUSINK, 24 anos; Gertrudes BEUSINK, 22 anos; Elisabeth BEUSINK, 20 anos e Bernardo LAUSINK, 30 anos, prussianos; chegada de Rio Grande neste Porto: 1.3.1860, embarcação: Marquês de Caxias (vapor); destino: Santa Maria da Soledade. Obs.: Antigos moradores de Petrópolis que tiveram passagem gratuita do Rio. Concede-se lhes acomodações na capital e transporte até a colônia, e venda de lote colonial." Registro de chegada de imigrantes · Porto Alegre · Reg. 5172-5178, fl. 166 · transcrito em "Genealogia BOESING"
Sebus
Lebus

O sobrenome da matriarca, conforme a lista de emigrantes de Martin Holz. Nos registros paroquiais brasileiros ela sempre aparece como Sebus.

Beusink
Bösing

Grafia "holandesada", provavelmente copiada de um documento ou passagem emitidos na Holanda. Em Winterswijk, o nome Beusink existe até hoje.

Protestante
Católicos

Erro provável do escrivão: a família vinha da região de Münster, de tradição católica, e todos os filhos casaram na Igreja Católica no Brasil.

Lausink
Bernardo Lansing

O "sexto filho" era, na verdade, o marido de Johanna Bösing, a filha mais velha, nascido por volta de 1819.

Reusink
Outra leitura

O livro "Povoadores do Rio Grande do Sul 1857-1863" (Frei Rovílio Costa) traz ainda a grafia Reusink, erro de leitura do manuscrito.

Capítulo III · O nome

Bösing, Beusink, Buessing, Boesing

Um sobrenome do século 13 que atravessou uma fronteira, um oceano e três paróquias até ganhar a forma que a família usa hoje.

Bösing
Westfália · até 1859

A grafia alemã, ainda hoje a mais comum na região de onde a família partiu. Variantes antigas: Boessing, Bosinck, Bossynck, Büsing, Büssing.

Beusink
Registro de chegada · 1860

Forma holandesa anotada no desembarque em Porto Alegre, provável herança de documentos obtidos ao cruzar a fronteira.

BuessingBeusing · Büssing · Bessing
Batismos · São José do Hortêncio · anos 1860

Os primeiros netos do casal imigrante foram batizados com estas grafias, Buessing na maioria, nos registros da paróquia.

Boesing
Tupandi · a partir de 1871

A grafia se consolida quando a família de Gerhard e Rosina se muda para Tupandi; em 1874 a nova paróquia passa a abranger também a Linha Francesa, onde vivia Wilhelm.

BoesingBösingBeusinkBeusingBuessingBüssingBessing BoessingBosinckBossynckBossinckBoyssinckBoessinckBüsingBüsinkBüssinkBosing

Hipóteses sobre a origem

Pesquisas genealógicas e linguísticas apontam mais de uma explicação possível para o nome, todas ligadas ao norte da região renana e ao baixo-alemão:

Bösen
Baixo alemão medieval

Do termo boes ou bois, pessoa de temperamento forte, resistente ou teimosa, qualidade valorizada entre os trabalhadores rurais.

Buosinc
Alto alemão antigo

"Recurvo" ou "encurvado", de busa (curva) + sinc (borda, canto); possível apelido ocupacional de um ferreiro-caldeireiro.

Topônimo
Nome de lugar

Um vilarejo ou propriedade ancestral (Hof). Na Alemanha medieval, famílias frequentemente adotavam o nome do lugar de origem.

Onde está o nome hoje

Pouco comum na Alemanha, o sobrenome ocorre hoje com maior frequência no Brasil e nos Estados Unidos; em menor número, na Argentina, no Paraguai, nos Países Baixos, na Áustria, na Dinamarca e nas Filipinas.

Renânia do Norte-Vestfália77%
Renânia-Palatinado8%
Berlim3%
Schleswig-Holstein / Hamburgo3%
Outros estados alemães9%

Distribuição atual do sobrenome na Alemanha · Ancestry / iGenea. A concentração na Westfália confirma a região de origem.

🇧🇷 Brasil🇺🇸 Estados Unidos🇦🇷 Argentina🇵🇾 Paraguai🇩🇪 Alemanha🇳🇱 Países Baixos🇦🇹 Áustria🇩🇰 Dinamarca🇵🇭 Filipinas

Capítulo IV · A colônia

Um mosaico de povos no alto do Arroio Francês

Em 1855, o vice-cônsul francês em Porto Alegre, conde Paul Montravel, obteve do Império a concessão de 16 léguas quadradas na parte alta do Arroio Forromeco para fundar uma colônia de suíços católicos. O plano não vingou: quando os Bösing chegaram, cinco anos depois, a Colônia Santa Maria da Soledade já era um mosaico de etnias, sem estradas, cercada por floresta quase impenetrável.

0pessoas
0famílias
0nacionalidades
0léguas quadradas

A área abrangia o atual município de São Vendelino (então o centro da colônia, distrito de Barcelos) e partes de Barão, onde ficam a Linha Francesa e a Linha General Neto (Badenserberg), e de Carlos Barbosa. Ali ainda se fala o Riograndenser Hunsrückisch, dialeto reconhecido como patrimônio cultural do estado.

Composição da colônia na chegada dos Bösing · 1860
904 alemães201 holandeses 81 brasileiros40 suíços 13 belgas1 francês

Sem estradas, a colônia teve dificuldade para prosperar. Em 1873 o Império rescindiu o contrato com a empresa colonizadora e incorporou a área, passando a receber diretamente as prestações dos lotes.

1860 · O caminho

Costeando o arroio até o alto da picada

Os primeiros colonos chegavam aos lotes seguindo o Arroio Forromeco até um de seus afluentes, o Arroio Francês, e subindo por ele até o alto da então Picada Francesa. Só se passava a cavalo. Abrigos de palha, depois casinhas cobertas de tabuinhas, e nenhum lugar onde vender a produção.

"Viviam isolados, sem estradas, esquecidos pelas autoridades."
1862–1863 · A igreja

Areia do Rio Caí no lombo de mulas

A primeira igreja da Linha Francesa foi erguida com areia transportada do Rio Caí por uma subida "que parece não ter fim", a partir de Santa Terezinha, em Bom Princípio. As famílias Bennemann e Niestegge, companheiras de viagem dos Bösing, estão entre as fundadoras da comunidade católica.

"Vale a pena os descendentes Boesing conhecerem esse caminho."
15.01.1868 · A expedição

Partida da casa de Wilhelm Bösing

Depois que indígenas caingangues raptaram a esposa e os dois filhos do colono holandês Lambertus Versteg, em São Vendelino, foi na residência de Johann Wilhelm Bösing que se organizou a expedição de resgate, registrada por Mathias Gansweidt em As Vítimas do Bugre (1946).

"Ao toque do sino da capela, o povo se reúne e se inteira dos fatos."

Capítulo V · Linha do tempo

Duzentos e vinte e cinco anos em dez marcos

Datas confirmadas em registros paroquiais, listas de emigração, arquivos de imigração e no livro Genealogia BOESING.

1801Eschlohn · Südlohn
Westfália · Reino da Prússia

Nasce Johann Bösing

Em 6 de janeiro, no povoado rural de Eschlohn, paróquia de São Vito, em Südlohn. Arrendatário de terras, casa-se com Johanna Lebus (*06.03.1804). O sobrenome já circulava na região desde o século 13.

1829a 1839
Südlohn

Cinco filhos em dez anos

Johanna (1829), Wilhelm (1830), Gerhard (1834), Gertrud (1837) e Elisabeth (1839), todos nascidos na mesma localidade. Gerhard aprende o ofício de tecelão; a Revolução Industrial logo o tornaria inviável.

185907 de outubro
Südlohn → fronteira holandesa

A partida

A família emigra para o Brasil, segundo a lista de Martin Holz, junto com outras três famílias e uma jovem de Südlohn. Tudo indica travessia clandestina pela Holanda, com documentos que grafam o nome como Beusink. Johann não chega ao Brasil.

186001 de março
Porto Alegre · vapor Marquês de Caxias

Desembarque no Rio Grande do Sul

Vindos do Rio de Janeiro com passagem paga pelo Império, a viúva Johanna, os cinco filhos e o genro Bernardo são encaminhados à Colônia Santa Maria da Soledade. Seguem o Arroio Forromeco e o Arroio Francês até a Picada Francesa.

1861Linha Francesa
Barão · São Vendelino

Dois casamentos, dois ramos

Wilhelm casa-se com Leocádia (Speklelica) Welsbacher, chegada de Hamburgo no navio Friederich; terão 15 filhos. Gerhard casa-se com Rosina Bourscheid, nascida em Vianden, Luxemburgo; terão 12. Os primeiros netos são batizados em São José do Hortêncio.

186815 de janeiro
São Vendelino

A expedição das Vítimas do Bugre

Na casa de Johann Wilhelm Bösing organiza-se a busca pela família Versteg, raptada por indígenas caingangues. O episódio entra para a literatura regional e situa a família no centro da vida comunitária da colônia.

1871a 1883
São Salvador · hoje Tupandi

Tupandi e a grafia Boesing

Gerhard e Rosina mudam-se para São Salvador por volta de 1871; em 1874 a localidade torna-se paróquia e passa a abranger a Linha Francesa. É nesses registros que a grafia BOESING se consolida. A matriarca Johanna Lebus falece em Tupandi em 12.07.1883.

1915e 1920
Venâncio Aires · Tupandi

Partem os dois patriarcas

Wilhelm falece em 03.07.1915, em Palanque, Venâncio Aires. Gerhard, após dezesseis anos vivendo com o filho Carlos, falece em Tupandi em 04.05.1920; Rosina, no ano seguinte. Seus 27 filhos já espalhavam famílias por Montenegro, Ivoti, Bom Princípio, Santo Cristo e Salvador das Missões.

1900a 1990
RS · SC · PR · Argentina · Paraguai

A grande expansão

Das colônias velhas, a 4ª e a 5ª gerações seguem a frente de colonização para o noroeste gaúcho (Cerro Largo, Três Passos, Tenente Portela, Três de Maio) e para Santa Catarina e Paraná. A 6ª e a 7ª cruzam as fronteiras: Misiones e Entre Ríos, na Argentina, e o oriente do Paraguai.

2019Três de Maio · RS
Editora Oikos · São Leopoldo

A memória em 360 páginas

Após décadas de pesquisa em arquivos alemães, holandeses e brasileiros, Flávio Boesing publica Genealogia BOESING: nove gerações, centenas de famílias e um índice com milhares de nomes, de Johann Bösing aos descendentes de hoje em três países.

Capítulo VI · A árvore

Do casal imigrante aos 31 netos

As três primeiras gerações, nome a nome, conforme o livro. A partir da quarta, a árvore se abre em centenas de famílias, e talvez a sua esteja entre elas.

1ª geração Südlohn · Westfália
Johann Bösing
*06.01.1801 Eschlohn · † antes de 1860
arrendatário em Eschlohn
Johanna Lebus
*06.03.1804 Südlohn · †12.07.1883 Tupandi
"Sebus" nos registros brasileiros
2ª geração os cinco que atravessaram · chegada 01.03.1860
Johanna Bösing
*09.06.1829 Südlohn
oo Bernardo Lausink (*ca.1819)
sem outros registros até hoje
Wilhelm Bösing
*05.11.1830 Südlohn · †03.07.1915 Venâncio Aires
oo ca.1861 Leocádia Welsbacher
15 filhos · Linha Francesa
Gerhard Bösing
*24.07.1834 Südlohn · †04.05.1920 Tupandi
oo Rosina Bourscheid (†1921)
12 filhos · Linha Francesa → Tupandi
Gertrud Bösing
*01.11.1837 Südlohn
oo1 Alberto Wagner · oo2 Guilherme Soffner
2 filhos
Elisabeth Bösing
*12.02.1839 Südlohn · † Tupandi
oo João Gabriel Van der Kerkhofen
2 filhos
3ª geração os netos do imigrante · 1860 – 1889
Filhos de Wilhelm & Leocádia
15 filhos · Montenegro · Arroio Francês · Badensertal · Tupandi
Antonio ca.1860Gerhardo ca.1861Gregório ca.1864 Martha 1865Gabriel 1869Maria Thereza 1871 Maximiliano 1873Catharina 1875Guilherme 1876 Barbara 1878Joanna 1880Elisabetha 1881 Anna Maria 1889NNNN
Filhos de Gerhard & Rosina
12 filhos · Arroio Francês · São Salvador / Tupandi
Maria 1863Joanna Margarida ca.1865João 1867 Ana 1869Elisabeth 1871Antonio 1874 Pedro 1877José Gabriel 1879Carlos 1881 João 1884Jacob Sta. Cruz do SulIsabel Tupandi
Filhos de Gertrud
2 filhos · Tupandi
Theodoro WagnerMaria Soffner 1878
Filhos de Elisabeth
2 filhos · Tupandi
Guilherme Van der Kerkhofen 1876Francisco Van der Kerkhofen 1881

4ª a 9ª gerações · centenas de famílias

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná · Misiones e Entre Ríos, na Argentina · região oriental do Paraguai. Nenhum ramo é mais importante que outro: todos descendem do mesmo casal de Eschlohn.

Curiosidade

De qual geração você provavelmente é?

Informe o ano em que nasceu. A partir das datas das nove gerações documentadas no livro, estimamos em qual delas você se encaixa. É só uma estimativa: a resposta exata está na árvore.

?ª geração

Digite seu ano de nascimento para ver a estimativa.

123456789

Capítulo VII · O que o DNA confirma

Cem mil anos antes de Südlohn

O cromossomo Y passa de pai para filho praticamente sem se alterar. Um Boesing da 7ª geração, descendente de Johann por linha paterna direta, mapeou o seu: é a mesma sequência que atravessou o Atlântico em 1860, e ela conta uma viagem que começou muito antes de existir um sobrenome.

R1b
Haplogrupo paterno
da linhagem Boesing

O R1b surgiu há cerca de 25 mil anos entre caçadores-coletores da Sibéria. Há 6 mil anos, as tribos indo-europeias da estepe Pôntico-Cáspia o levaram para o sul e o oeste da Europa, onde é até hoje o haplogrupo paterno mais comum, Westfália incluída. Todo homem Boesing descendente de Johann, pelo ramo de Wilhelm ou pelo de Gerhard, carrega esta mesma marca. Clique nas etapas para seguir a rota.

160–120 mil anosÁfrica85–60 mil anosÁfrica75–57 mil anosSaída da África50–40 mil anosEurásia e sul da Ásia32–28 mil anosEurásia Oriental28–24 mil anosSibéria24–20 mil anosSibéria12–6 mil anosNorte da Eurásia6–3 mil anosEstepe Pôntica → Europa1801Eschlohn · Südlohn

82%Europa

Mosaico genético

Em 1860, cem por cento westfaliano. Hoje, um retrato do sul da América do Sul.

O DNA que desembarcou em Porto Alegre vinha inteiro de um raio de poucos quilômetros em torno de Südlohn. Sete gerações depois, a ancestralidade global de um descendente ainda tem a Europa Ocidental na frente, mas carrega as marcas dos casamentos nas colônias: italianos, portugueses e espanhóis, poloneses, escandinavos, balcânicos, e os povos originários das Américas. A colônia era um mosaico de seis povos; o DNA, hoje, é um mosaico de doze regiões.

Resultados de um único descendente da 7ª geração e, portanto, de todos os seus ramos, paternos e maternos. Linhagem paterna e ancestralidade global analisadas pela Genera (exames.genera.com.br).

Você está na árvore?

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Genealogia
BOESING
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  • 360 páginas · 9 gerações documentadas
  • Índice de nomes com milhares de descendentes
  • Capítulos históricos sobre Südlohn e a emigração
  • Fotos, mapas e documentos de época
AutorFlávio Boesing
EditoraOikos · São Leopoldo, RS
Ano2019
Páginas360
ISBN978-85-7843-898-2
PesquisaGenealogiasRS · Décio A. Schauren
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Ciência & herança

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Doenças hereditárias

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DNA e identidade

Testes de ancestralidade revelam origens, fluxos migratórios e conexões com ramos desconhecidos. Para os Boesing, costumam confirmar a origem westfaliana e ligar primos de três países.

Padrões entre gerações

A medicina genômica depende de dados genealógicos para identificar variantes herdadas. Saber de onde viemos ajuda a entender para onde a nossa saúde pode ir.

Medicina preventiva

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Pertencimento

Pesquisas mostram que crianças e adultos com senso de história familiar apresentam maior resiliência e bem-estar. Saber de onde viemos nos ancora no presente.

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A expectativa de vida tem componente genético relevante. A longevidade dos ancestrais, e as causas de suas mortes, oferece pistas valiosas para decisões de saúde hoje.

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